...para auxiliar e acrescentar o material do curso de Comunicacao Digital...neste terei a oportunidade de expor ideias e noticiar...que esta aventura seja algo satisfatorio!!

Quinta-feira, Junho 09, 2005

Sérgio Vilas Boas fala sobre jornalismo narrativo


Fatos relevantes e bem aprofundados são lembrados pelo entrevistado durante a entrevista.



No programa Frente a Frente da TVE, Sérgio Vilas Boas, repórter e escritor, falou um pouco sobre jornalismo narrativo, contos e literatura. Divulgou também o lançamento do seu novo livro “Formação e Informação Ambiental”, que trata de jornalismo aprofundado sobre o tema, de como isso é feito e conscientização do público leitor ao fato.

Na mesa para o debate estavam Roberto Villar Belmonte, eco-jornalista e Assessor de Comunicação do Programa Pró-Guaíba; Jaime Cimente, crítico literário; Liége Zamberlon, mestranda em Comunicação Social da PUC; mediados pelo apresentador do programa Flávio Porcello.

Sérgio Vilas Boas já escreveu contos, perfis, biografias, fez diversas entrevistas, ensaios e resenhas de livros. Atualmente trabalha como repórter na Folha de São Paulo, além de contribuir, com mais dois jornalistas estudiosos em jornalismo narrativo, no site Texto Vivo, de sua autoria.




Em seu livro ele fala sobre ecologia, como principal tema apontado e diz que o meio ambiente não é somente formado por água, ecossistema e sim envolvendo também sotaques, danças, folclóricas, ciência etc. Aponta também sobre a boa formação de um profissional atuante no mercado hoje e como isso pode ser feito, e reforça dizendo “o indivíduo tem que buscar sua própria formação”. Sua preocupação é sensibilizar o público sobre a conscientização ao meio-ambiente e lembra do “caráter de tocar o coração e a mente de quem consume esse tipo de informação”. Seu próximo livro falará sobre esportes.

Apontou durante a entrevista, respondendo a pergunta do Roberto Villar Belmonte, sobre a falta de veículos para o jornalismo narrativo atualmente, um jornalismo mais aprofundado sobre o tema abordado. Referiu-se ao caso do Globo Rural dizendo que a revista “é vazia em relação a Globo Rural TV”, lembrando do caso da matéria "A república dos lagos", de Cláudio Cerri sobre o Rio São Francisco, tema já apontado diversas vezes e mesmo assim ganhou o Prêmio Esso de melhor reportagem do ano em 2001.

Vilas Boas diz que a Internet resolveu vários problemas referentes à hierarquia das matérias e os espaços tão cobiçados em veículo impresso. Em seu site, por exemplo, a idéia de leitura que lembra é de folhar uma revista, um jornal ou assistir a televisão são todos vistos devido ao estilo de reportagem.

Ao ser questionado sobre transdiciplinaridade, por Liége Zamberlom, foi categórico, "temos muito o que aprender com sociólogos, historiadores, filósofos e todos outros estudiosos de humanas", dizendo que eles não atingem a habilidade da escrita popular, para um público amplo, devido a dificuldade do uso de seus vocabulários, pois estão acostumados a escrevr para seu grupo acadêmico e não ao grande público, mas desta uniãoi surge um "bom casamento". E lembra que "transdiciplinaridade não pode mais ser um discurso e sim uma prática"

Textos jornalísticos não se fazem somente através da formalidade e sim,, um bom conteúdo. É o conteúdo que que faz a forma. Refere-se a questão do antigo conceito sobre a arrogância dos jornalistas, que é algo que assombrou durante algum tempo a mente das pessoas que se aproximavam deste profissional. Lembra que "o jornalista já perdeu a condição de arrogante e/ou ficcionista", o jornalista, hoje, exerce um papel muito mais importante que esses antigos conceitos, preocupando-se com bons textos e assuntos bem trabalhos e aprofundados.

Jaime Cimente questionou sobre o texto literário e o texto jornalístico, questionando o tipo de método utilizado para sua escrita, e Vilas Boas responde dizendo que na verdade nos seus textos ele utiliza as técnicas literárias como base para sua escrita e não escreve contos e sim, jornalismo narrativo, que não tem como fugir da idéia de contar uma história já que se baseia nela para expor o tema da matéria.

Com o auxílio da Internet, Vilas Boas tem a oportunidade de expor suas matérias de maneira completa e sem hierarquia de importância. Com auxílio de mais dois jornalistas, aceitam a contribuição de outros e "escritores" para alimentar embelezar ainda mais seu conteúdo.

1 Comments:

Blogger Daniel Bittencourt said...

Cristiane,

A linha de apoio pouco diz. Ela poderia ter sido usada para falar de jornalismo literário, Internet ou mesmo as críticas feitas pelo jornalista sobre o atual modo de produção jornalístico. São exemplos do que poderia ter sido usado na linha de apoio.

Cuida a escrita dos nomes. No caso dele, é Sergio sem acento; e é Cimenti. Iniciar o lead com uma informação vaga (falou um pouco) é sempre desaconselhável. Busque sempre uma informação relevante para levar aos leitores no primeiro parágrafo.

Uma dúvida: ele ainda é repórter da Folha, ou isso foi há algum tempo? Outra: leia a primeira frase do quarto parágrafo e procure perceber se ele está claro. Para mim, não está. Sempre que você se deparar um trecho truncado, faça desse um desafio para aprimorar o seu texto.

A informação é a principal moeda de um texto jornalístico. É a partir dela que as pessoas vão buscar saber como o mundo funciona e os seus por quês. Tudo isso para dizer que não podemos pecar e transmitir uma informação equivocada. Foi o que ocorreu na citação da matéria sobre o São Francisco. O título correto é “Um rio à procura de um País”.

De uma maneira geral, as informações estão todas no texto. Entretanto, por ser muito longo, elas estão dispersas e carentes de um elemento de coesão. Sugiro que você procure rescrever a matéria e tentar deixar este texto menor, para treinar mais a concisão, ok?

1:03 PM

 

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