Menos problemas são enfrentados pelo Zôo
O Zoológico tem diminuído drasticamente seus débitos com o Parque e favorecido muito os animais.

O Parque Zoológico Estadual, localizado em Sapucaia do Sul, enfrenta atualmente problemas menores dos já enfrentados nos seus 45 anos de fundação. A preocupação hoje é o pagamento em dia de suas despesas e o cuidado adequado de seus animais no Parque através de manutenção e reforma.
O Zoológico faz parte da Fundação Zoobotânica, que é a responsável pela arrecadação e distribuição dos recursos ao Parque. A Fundação é uma empresa pública de direitos privados, responsável pelo encaminhamento dos projetos ao governo do Estado. Outras formas de arrecadação do Zôo são a sua bilheteria e o valor recolhido dos serviços terceirizados, como os restaurantes e lancherias, que pagam parte das despesas do Parque. Conforme diz Leandro Basile, assessor de direção do parque, “o Zôo tem uma certa vantagem em relação aos outros órgãos, pois ele cobre mais da metade de suas despesas com sua receita”. Fazem parte do grupo da Fundação Zoobotânica o Museu de Ciências Naturais e o Jardim Botânico, ambos em Porto Alegre.
Outro problema que está sendo sanado é o marketing do Parque. Com o convênio o Banco Banrisul e o Departamento Social da Fundação Mantenedora, o Zôo recebeu novos banners e outdoors, que foram distribuídos dentro e fora do local. Mais uma parceira importante é a imprensa, que divulga cada nascimento ou chegada de algum animalzinho novo, percebendo-se rapidamente o retorno e o carisma do Parque com seu público.
Mesmo com esse carinho recebido, o público muitas vezes não tem boa postura no local. Apesar das inúmeras placas informando o contrário os visitantes insistem em alimentar os animais. Para isso, contam com ajuda do chimpanzé, que ao ver as pessoas passando próximo a sua “casa”, faz sinal pedindo comida, “aí ninguém consegue negar, não é?” comenta Basile. Através da conscientização do projeto de Educação Ambiental, o público tem respeitado as normas e os problemas têm se tornado menos numerosos. Leia mais em Blog da Yentl.
O Zôo não é apenas um lugar para visitação, e sim um ambiente de pesquisa e proteção às espécies. De acordo com as normas do Ibama, estão sempre preocupados com a manutenção do Parque, e seguidamente são feitas reformas e ampliações nas jaulas para aliviar o nível de stress já visto em animais de cativeiro. Na última semana foi inaugurada a nova hospedagem do Condor, a maior ave de rapina da América, que não podia voar por falta de espaço. Após 20 anos de espera, o problema foi solucionado.
Com os animais os problemas são sempre sanados de maneira satisfatória. Como é o caso de um leão, que possui um porte incomum. O Parque preocupa-se com sua reprodução, pois o animal está velho e “é uma genética interessante da se manter no local”, justifica o assessor de direção. Com o mico albino, que hoje é o único animal com esta característica, os cuidados não são tão especiais. Ele fica numa jaula com proteção solar, como em qualquer outra, e com animais da sua espécie. A única diferença que se percebe é “que quando tem muito sol, ele põe a mão na testa para se proteger” lembra Basile. Para auxiliar na reprodução de espécies mais sensíveis a cativeiro, ou espécies em extinção, o Parque tem o amparo do Ibama para fazer o intercâmbio de animais com outros parques credenciados dentro ou fora do país.
O principal problema e mais antigo era a reforma do muro externo. O fechamento da área de 160 hectares evita a saída de animais, diminuindo a ameaça à população das redondezas e protege o Zôo da entrada de ladrões, que roubavam alguns animais comestíveis e também assaltavam os visitantes. Houve uma redução drástica de pendências no local, o parque já conta com banheiros para deficientes físicos, lixeiras espalhadas por todo o local, atendimento para grupos com hora marcada, entre outros.
Leia mais sobre Educação Ambiental no Blog da Yentl
Leia mais sobre o dia-a-dia do Parque no Blog do Fabiano

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