...para auxiliar e acrescentar o material do curso de Comunicacao Digital...neste terei a oportunidade de expor ideias e noticiar...que esta aventura seja algo satisfatorio!!

Quinta-feira, Maio 19, 2005

Frente a Frente conta Caco Barcellos




O programa Frente a Frente, da emissora TVE, apresentou um debate entre entrevistadores e estudantes com o jornalista da Rede Globo Caco Barcellos, que falou um pouco do início de sua carreira e alguns casos que cobriu como o atentado do ETA em Madri e a organização do Comando Vermelho na Rocinha que lhe rendeu um livro.

Os entrevistados presentes eram Elmar Bones, da Já Editores de Porto Alegre, Luciana Kraemer, da Rede Globo e Andrei Rosseto, da própria Rede TVE, mediados pelo jornalista da emissora Flávio Porcello, apresentador do programa Frente a Frente.

Caco iniciou falando um pouco sobre seu início de carreira e comentou sobre a vergonha que tinha de admitir aos colegas jornalistas que trabalhava como taxista, narrando a tensão que sentia sobre cada passageiro que entrava no seu carro. Mas ao contrário do que pensava sua profissão inicial lhe rendeu frutos no jornal, pois Vieira, um colega da redação, sugeriu que ele contasse em forma de reportagem, a vida e experiências de um taxista.

Trabalhando há 23 anos como jornalista cobriu casos como o ataque do ETA em Madri e toda a tensão e pavor das pessoas durante a destruição, que mesmo apavoradas, não perdiam o sentimento de solidariedade aos que estavam feridos e precisando de ajuda.

Ao ser questionado sobre suas reportagens, onde Caco Barcelos busca retratar a história de vida e experiências das pessoas de classe baixa, responde categoricamente “a maioria da população brasileira é de classe baixa” e continua dizendo “a desigualdade até aumentou nesse período em que eu trabalho com jornalismo”.

Essas afirmações aparecem claramente em seu livro “Abusado - O Dono do Morro da Dona Marta”, onde ele descreve a vida de traficantes do Morro da Rocinha e a organização da 3º geração do Comando Vermelho, responsável pela maior distribuição de drogas do país, conforme relata Caco.

Foi uma dedicação de quase 05 anos, entrevistando pessoas do Morro, coletando dados, visitando a Favela, conversando e convivendo com namoradas de traficantes, até visitas a cadeia para entrevistar o traficante Juliano, de onde ele recebeu várias informações.

Vários leitores foram contra este tipo de matéria, pois julgam o caráter do jornalista. Caco é julgado por essas pessoas como defensor destes traficantes. Lembra também do comentário de um colega, que preferiu não citar o nome, que disse não achar correto repórteres falarem com criminosos. Já Caco tem outra opinião, comenta que quando os criminosos têm dinheiro, como o caso do Paulo César Farias, não são considerado criminosos e sim acusados e que eles podem falar abertamente nos meios de comunicação para se defenderem, pois são pessoas importantes, tem família etc. E continua dizendo “pior que a crítica contundente é ignorar a vida dessas pessoas”.

2 Comments:

Blogger Daniel Bittencourt said...

Cristiane,

Em primeiro lugar, cuide o tamanho dos textos. Você escreveu quase 3 mil caracteres sobre meia hora de entrevista do Caco Barcellos. Tenho certeza que você poderia enxugar o texto, se quisesse. E isso me faz pensar que você tem dificuldade em cortar o texto quando é preciso. São meras impressões, mas é bom você perceber essas questões antes que elas se tornem crônicas – não o gênero literário :).

No lead, senti falta de uma informação mais objetiva. Por que a entrevista do Caco merece uma notícia, matéria? O que ele disse que é relevante, motivador, ou ainda um aspecto sobre o jornalismo que deve ser observado? A sua abertura está genérica: “falou um pouco do início de sua carreira e alguns casos que cobriu...”. Ou não?

Cuidado com a pontuação. Nos parágrafos dois e três, há a ausência de vírgulas, o que atrapalha o ritmo do texto. Procure reler os textos antes de publicá-los. Sempre. Reserve um tempo para isso.

Em alguns momentos, a escrita parece telegráfica, sem a presença do sujeito que faz as declarações: “... cobriu casos” “... responde categoricamente”. O quarto e o último parágrafo parecem particularmente truncados por causa deste problema.

Lembre-se: apenas nomes próprios e palavras em início de frase levam caixa-alta. Portanto, morro e favela escrevem-se assim, com F e M minúsculos.

12:53 PM

 
Blogger Daniel Bittencourt said...

Este comentário foi removido por um administrador do blog.

12:53 PM

 

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