...para auxiliar e acrescentar o material do curso de Comunicacao Digital...neste terei a oportunidade de expor ideias e noticiar...que esta aventura seja algo satisfatorio!!

Quarta-feira, Abril 13, 2005

Orquestra música para todos

Fotografia Cláudio Etges

Por Cristiane Konrath Ramires
A Orquestra Unisinos teve seu início nas comemorações de 30 anos do Coral Unisinos (leia mais em http://kikaumjornal.blogspot.com/), que é o núcleo gerador de todos projetos culturais dentro da Universidade, de acordo com a necessidade de contar com alguns instrumentistas de cordas (violino, viola, violoncelo e contrabaixo) para participar deste evento.

A Orquestra Unisinos era um antigo sonho do falecido maestro José Pedro Boéssio, que ao retornar dos Estados Unidos concluindo seu mestrado em regência coral e o doutorado em maestria orquestral, retornou com o objetivo de lançar este novo projeto. Sua chegada coincidiu com a data de aniversário do coral, que através das comemorações no dia 21 de junho de 1996, deu início à Orquestra. Contando com grandes instrumentistas do Estado e repertório de alto nível como a Bachiana nº 9 de Villalobos e Canção da América de Milton Nascimento com arranjo de Wagner Cunha, integrante da Orquestra. Esta última obra foi considerada um marco para o Coral Unisinos e principalmente para a vida de Boéssio. Após o sucesso desta “reunião” de instrumentistas a Universidade deu autorização então para prosseguir o projeto.

Mas o sonho não parava por aí, o maestro Zé Pedro, como todos o chamavam, queria que não fosse apenas uma orquestra, que não buscasse apenas performance; mas que ela tivesse um objetivo didático. A idéia era que os próprios músicos contratados ministrassem cursos às crianças, dando a oportunidade assim da expansão do conhecimento do instrumento erudito, para a musicalização destas crianças e para que elas despertassem o gosto pela música. Daí surgiu o Projeto Sinos Acorda (leia mais em http://www.betiati.com/marcos/blognews), outro grande sonho do maestro.

São Leopoldo contava antigamente com grupos menores, como os de câmara, os quartetos e até uma pequena orquestra, mas isso foi se perdendo ao longo do tempo. O fato de uma Universidade com o nível da Unisinos, tendo um coral de referência no país todo não podia deixar de se preocupar com a expansão da cultura regional, montando um grupo de bons músicos e excelente repertório. E que desse a oportunidade aos integrantes de crescerem, não só musicalmente, mas que fosse uma orquestra diferente das outras, que tivesse um bom relacionamento e interação entre os músicos e a instituição e em conseqüência disto fosse compatível ao seu repertório.

O repertório da Orquestra varia muito entre o popular e erudito. O ano passado teve forte influência dos 180 anos da Imigração Alemã no Estado, onde foram executadas todas as sinfonias de Beethoven, inclusive a nona sinfonia que foi executada na abertura do Festival de Inverno com um coral de 300 vozes.
Este ano será comemorado em seu repertório os 130 anos da Imigração Polonesa e Italiana, no Estado. Estas comemorações são realizadas com a presença de instrumentistas convidados de outras cidades e de outros países, assim como os maestros. Este ano se dará mais ênfase na música brasileira, trazendo obras de compositores brasileiros e obras de alguns músicos da própria Orquestra, entre música clássica erudita e música contemporânea, já que no ano passado foi deixado um pouco de lado devido a outras comemorações.

A Orquestra Unisinos tem quatro séries de concertos: Série Unisinos, que são concertos locais; série UFRGS-Unisinos, em parceria com a Universidade Federal; série Grande Solistas, que trazem renomes da música nacional e internacional para participarem dos concertos; e a série Especial, que são concertos extras como os do Festival de Inverno e o Sinos de Natal. Este ano serão lançados mais dois novos projetos: Série Comunidade e a série Escola. A série Comunidade, que junto ao projeto Sinergia da Unisinos (leia mais em http://www.sinergia.unisinos.br/), visa levar a Orquestra a outras cidades num raio de 100 km para se apresentarem em Igrejas, clubes ou outros locais que forem definidos pela universidade. Tem como objetivo divulgar a cidade e a cultura que se faz aqui, além de dar oportunidade para que outras pessoas tenham acesso à música. A série Escola visa concertos didáticos para crianças, ou seja, trazê-las no horário dos ensaios onde será apresentado um programa especial, além de serem mostrados os instrumentos de maneira lúdica com ajuda de atores que possam encenar e contar uma história para despertar o interesse delas pela musicalização.

Após o falecimento do maestro Zé Pedro, a Orquestra ficou dois anos sem maestro sendo dirigida por uma comissão artística, mas com o tempo sentiu-se a necessidade de fazer uma nova contratação. Foi escolhido então o maestro Roberto Duarte do Rio de Janeiro, que já era um grande incentivador do projeto, amigo e professor do maestro Zé Pedro, além de ser um grande conhecedor da arte orquestral tendo regido várias obras em diversos lugares do mundo. O maestro Duarte além de reger a Orquestra também faz o papel de diretor artístico, selecionando regentes convidados, assim como os solistas, de outros países para os concertos oficiais. Durante os períodos que o maestro não se encontra no estado quem assume o papel é o maestro João Paulo Sefrin, regente assistente da Orquestra Unisinos.

A coordenação cultural, representada por Lúcia Passos, também responsável pela técnica vocal dos coros, se preocupa em trazer aos concertos dominicais da Orquestra o público interno e externo da instituição. Por ser aos finais de semana, o grande público é externo, dando oportunidade à comunidade de ter acesso à linguagem orquestral. Como comenta Lucia Passos, “essa aproximação tira também a falsa imagem de que orquestra é uma coisa entediante ou chata, que pode usar casaca, que contenha instrumentos que não se tem muito contato como os eruditos; mas que os concertos toquem essas pessoas e que seja de fácil acesso a todos”. Os concertos são gratuitos e a Universidade dispõem de uma linha de ônibus do centro da cidade ao local na ida e volta, também gratuitos.

A Orquestra cresceu muito nestes últimos anos, contando com a presença de mais músicos e expandido seus contatos no mundo inteiro.

Lúcia comenta que através da diversidade de atrações que proporciona o Projeto Sempre as Terças (leiam mais em http://rogerfeilstrecker.blogspot.com/) hoje o público dos espetáculos e concertos em maioria são jovens de todas as tribos entre a comunidade em geral. Ela acredita que a música erudita tem o seu valor e tem o seu lugar e que as pessoas estão buscando um algo a mais. Que muitas pessoas não conhecem, mas quando conhecem se apaixonam. Esta oportunidade que a Universidade proporciona ao seu público com os concertos através de entrada franca e ônibus gratuito, entre outros projetos como o Seis e Meia que dá a chance que novos profissionais exponham seu trabalho e que acontece no último domingo de cada mês; faz com que cada vez mais pessoas tenham acesso a cultura e amplia o espaço da música erudita na região.

Os espetáculos têm dado tanto sucesso que o processo de convites se inverteu em todos os projetos. No seu começo a instituição era quem convidava e fazia a seleção dos músicos a se apresentarem nos seus projetos, hoje recebem uma quantidade enorme de ofertas por parte dos profissionais, que cabe a Unisinos apenas o papel de selecionar da melhor forma e distribuir de acordo público a ser atingido.

Sempre com visão no futuro e programações pré-definidas a Coordenação Cultural já com olhos no próximo ano quer coroar o público em seu ano de glória, onde comemora os 40 anos do Coral Unisinos, 10 anos da Orquestra Unisinos e 5 anos do Festival de Inverno. As comemorações culminarão em julho de 2006 durante o festival de inverno e segundo Lúcia terá muitas surpresas.


Para saber mais sobre o Movimento Coral Unisinos leia em http://kikaumjornal.blogspot.com/
Saber mais sobre o Projeto Sinos Acorda leia em http://www.betiati.com/marcos/blognews/
E para saber mais sobre o Sempre as Terças leia mais em http://rogerfeilstrecker.blogspot.com/

1 Comments:

Blogger Daniel Bittencourt said...

Cristiane,

Mais uma vez, o texto está longo mas, logo de início, apresenta uma inovação em relação aos seus textos anteriores – há indicações (links) para textos dos colegas que explicam determinadas passagens da matéria. Como, por exemplo, o coral ou o Sinos Acorda. Ponto para você.

Outro toque: cuidado com o envolvimento demasiado com o objeto que está sendo relatado. Ou seja, aqui (um grupo de bons músicos e excelente repertório) você faz juízo de valor – diz que são bons músicos, com excelente repertório. Não é um entervistado quem diz – o que seria o ideal -, mas você. Entende a diferença? O jornalista diz que é bom, atesta a qualidade, e não uma fonte. Temos que usar essa fórmula com muito, muito cuidado. O que o jornalista acha bom, o leitor pode discordar.

Há ainda probleminhas de pontuação, principalmente de colocação de vírgulas, e de flexão verbal. Para resolver o tamanho do texto, uma saída é quebra-lo em partes, como orquestra, história, projetos, etc...

3:34 PM

 

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