...para auxiliar e acrescentar o material do curso de Comunicacao Digital...neste terei a oportunidade de expor ideias e noticiar...que esta aventura seja algo satisfatorio!!

Quinta-feira, Junho 23, 2005

Exercício sobre LEAD


Especialista em casos de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), o advogado Jose Saraiva esclarece sobre o caso do mensalão dos Correios, no programa Espaço Aberto, da Globo News. Falou sobre como funciona a punição aos envolvidos no caso e quais são os poderes que se pode exercer em uma CPI. Os poderes investigativos são semelhantes ao de um juiz, além da quebra do sigilo telefônico, fiscal, bancário e de Internet, de acordo com os princípios que regem qualquer outro órgão que seja movido as normas tradicionais.

Quarta-feira, Junho 15, 2005

Menos problemas são enfrentados pelo Zôo

O Zoológico tem diminuído drasticamente seus débitos com o Parque e favorecido muito os animais.




O Parque Zoológico Estadual, localizado em Sapucaia do Sul, enfrenta atualmente problemas menores dos já enfrentados nos seus 45 anos de fundação. A preocupação hoje é o pagamento em dia de suas despesas e o cuidado adequado de seus animais no Parque através de manutenção e reforma.

O Zoológico faz parte da Fundação Zoobotânica, que é a responsável pela arrecadação e distribuição dos recursos ao Parque. A Fundação é uma empresa pública de direitos privados, responsável pelo encaminhamento dos projetos ao governo do Estado. Outras formas de arrecadação do Zôo são a sua bilheteria e o valor recolhido dos serviços terceirizados, como os restaurantes e lancherias, que pagam parte das despesas do Parque. Conforme diz Leandro Basile, assessor de direção do parque, “o Zôo tem uma certa vantagem em relação aos outros órgãos, pois ele cobre mais da metade de suas despesas com sua receita”. Fazem parte do grupo da Fundação Zoobotânica o Museu de Ciências Naturais e o Jardim Botânico, ambos em Porto Alegre.

Outro problema que está sendo sanado é o marketing do Parque. Com o convênio o Banco Banrisul e o Departamento Social da Fundação Mantenedora, o Zôo recebeu novos banners e outdoors, que foram distribuídos dentro e fora do local. Mais uma parceira importante é a imprensa, que divulga cada nascimento ou chegada de algum animalzinho novo, percebendo-se rapidamente o retorno e o carisma do Parque com seu público.

Mesmo com esse carinho recebido, o público muitas vezes não tem boa postura no local. Apesar das inúmeras placas informando o contrário os visitantes insistem em alimentar os animais. Para isso, contam com ajuda do chimpanzé, que ao ver as pessoas passando próximo a sua “casa”, faz sinal pedindo comida, “aí ninguém consegue negar, não é?” comenta Basile. Através da conscientização do projeto de Educação Ambiental, o público tem respeitado as normas e os problemas têm se tornado menos numerosos. Leia mais em Blog da Yentl.

O Zôo não é apenas um lugar para visitação, e sim um ambiente de pesquisa e proteção às espécies. De acordo com as normas do Ibama, estão sempre preocupados com a manutenção do Parque, e seguidamente são feitas reformas e ampliações nas jaulas para aliviar o nível de stress já visto em animais de cativeiro. Na última semana foi inaugurada a nova hospedagem do Condor, a maior ave de rapina da América, que não podia voar por falta de espaço. Após 20 anos de espera, o problema foi solucionado.

Com os animais os problemas são sempre sanados de maneira satisfatória. Como é o caso de um leão, que possui um porte incomum. O Parque preocupa-se com sua reprodução, pois o animal está velho e “é uma genética interessante da se manter no local”, justifica o assessor de direção. Com o mico albino, que hoje é o único animal com esta característica, os cuidados não são tão especiais. Ele fica numa jaula com proteção solar, como em qualquer outra, e com animais da sua espécie. A única diferença que se percebe é “que quando tem muito sol, ele põe a mão na testa para se proteger” lembra Basile. Para auxiliar na reprodução de espécies mais sensíveis a cativeiro, ou espécies em extinção, o Parque tem o amparo do Ibama para fazer o intercâmbio de animais com outros parques credenciados dentro ou fora do país.

O principal problema e mais antigo era a reforma do muro externo. O fechamento da área de 160 hectares evita a saída de animais, diminuindo a ameaça à população das redondezas e protege o Zôo da entrada de ladrões, que roubavam alguns animais comestíveis e também assaltavam os visitantes. Houve uma redução drástica de pendências no local, o parque já conta com banheiros para deficientes físicos, lixeiras espalhadas por todo o local, atendimento para grupos com hora marcada, entre outros.

Leia mais sobre Educação Ambiental no Blog da Yentl
Leia mais sobre o dia-a-dia do Parque no Blog do Fabiano

Quinta-feira, Junho 09, 2005

Sérgio Vilas Boas fala sobre jornalismo narrativo


Fatos relevantes e bem aprofundados são lembrados pelo entrevistado durante a entrevista.



No programa Frente a Frente da TVE, Sérgio Vilas Boas, repórter e escritor, falou um pouco sobre jornalismo narrativo, contos e literatura. Divulgou também o lançamento do seu novo livro “Formação e Informação Ambiental”, que trata de jornalismo aprofundado sobre o tema, de como isso é feito e conscientização do público leitor ao fato.

Na mesa para o debate estavam Roberto Villar Belmonte, eco-jornalista e Assessor de Comunicação do Programa Pró-Guaíba; Jaime Cimente, crítico literário; Liége Zamberlon, mestranda em Comunicação Social da PUC; mediados pelo apresentador do programa Flávio Porcello.

Sérgio Vilas Boas já escreveu contos, perfis, biografias, fez diversas entrevistas, ensaios e resenhas de livros. Atualmente trabalha como repórter na Folha de São Paulo, além de contribuir, com mais dois jornalistas estudiosos em jornalismo narrativo, no site Texto Vivo, de sua autoria.




Em seu livro ele fala sobre ecologia, como principal tema apontado e diz que o meio ambiente não é somente formado por água, ecossistema e sim envolvendo também sotaques, danças, folclóricas, ciência etc. Aponta também sobre a boa formação de um profissional atuante no mercado hoje e como isso pode ser feito, e reforça dizendo “o indivíduo tem que buscar sua própria formação”. Sua preocupação é sensibilizar o público sobre a conscientização ao meio-ambiente e lembra do “caráter de tocar o coração e a mente de quem consume esse tipo de informação”. Seu próximo livro falará sobre esportes.

Apontou durante a entrevista, respondendo a pergunta do Roberto Villar Belmonte, sobre a falta de veículos para o jornalismo narrativo atualmente, um jornalismo mais aprofundado sobre o tema abordado. Referiu-se ao caso do Globo Rural dizendo que a revista “é vazia em relação a Globo Rural TV”, lembrando do caso da matéria "A república dos lagos", de Cláudio Cerri sobre o Rio São Francisco, tema já apontado diversas vezes e mesmo assim ganhou o Prêmio Esso de melhor reportagem do ano em 2001.

Vilas Boas diz que a Internet resolveu vários problemas referentes à hierarquia das matérias e os espaços tão cobiçados em veículo impresso. Em seu site, por exemplo, a idéia de leitura que lembra é de folhar uma revista, um jornal ou assistir a televisão são todos vistos devido ao estilo de reportagem.

Ao ser questionado sobre transdiciplinaridade, por Liége Zamberlom, foi categórico, "temos muito o que aprender com sociólogos, historiadores, filósofos e todos outros estudiosos de humanas", dizendo que eles não atingem a habilidade da escrita popular, para um público amplo, devido a dificuldade do uso de seus vocabulários, pois estão acostumados a escrevr para seu grupo acadêmico e não ao grande público, mas desta uniãoi surge um "bom casamento". E lembra que "transdiciplinaridade não pode mais ser um discurso e sim uma prática"

Textos jornalísticos não se fazem somente através da formalidade e sim,, um bom conteúdo. É o conteúdo que que faz a forma. Refere-se a questão do antigo conceito sobre a arrogância dos jornalistas, que é algo que assombrou durante algum tempo a mente das pessoas que se aproximavam deste profissional. Lembra que "o jornalista já perdeu a condição de arrogante e/ou ficcionista", o jornalista, hoje, exerce um papel muito mais importante que esses antigos conceitos, preocupando-se com bons textos e assuntos bem trabalhos e aprofundados.

Jaime Cimente questionou sobre o texto literário e o texto jornalístico, questionando o tipo de método utilizado para sua escrita, e Vilas Boas responde dizendo que na verdade nos seus textos ele utiliza as técnicas literárias como base para sua escrita e não escreve contos e sim, jornalismo narrativo, que não tem como fugir da idéia de contar uma história já que se baseia nela para expor o tema da matéria.

Com o auxílio da Internet, Vilas Boas tem a oportunidade de expor suas matérias de maneira completa e sem hierarquia de importância. Com auxílio de mais dois jornalistas, aceitam a contribuição de outros e "escritores" para alimentar embelezar ainda mais seu conteúdo.

Terça-feira, Maio 31, 2005

Sede Antiga da Unisinos conta sua história




A construção

A Sede Antiga da Unisinos, localizada no centro de São Leopoldo, teve sua
primeira parte construída no ano de 1880 com o auxílio de padres jesuítas.
Seu principal objetivo era de estender o ensino já existente no Ginásio
Conceição, considerado o primeiro ginásio oficial do Rio Grande do Sul, e
transformá-lo na Faculdade de Filosofia e Teologia.

As primeiras paredes erguidas da construção do prédio da Faculdade
contaram com a ajuda de vários padres jesuítas que já lecionavam no local.
Estes não eram nem construtores nem arquitetos, mas foram eles que
auxiliaram na execução do prédio se baseando no que já conheciam da Europa.
O estilo do prédio e suas colunas são típicos do estilo alemão do século
XIX. Hoje qualquer um que entra nos prédios da Sede Antiga da Unisinos e que
tenha um conhecimento maior dos estilos arquitetônicos europeus logo
identifica sua arquitetura.


Vamos por partes...


Mas nem tudo foi construído ao mesmo tempo e nem mesmo pelas mesmas
instituições. A primeira parte construída, hoje localizada ao lado da Igreja
Matriz de São Leopoldo, foi no ano de 1880 e serviu também para sediar parte
da Prefeitura da Cidade. Ali se encontrava o setor administrativo e também o
Presídio Municipal no porão. Conforme lembra Padre Pedro Ignácio Schmitz, diretor da
Faculdade durante os anos de 1963 a 1969 e hoje responsável pelo Instituto
Anchietano
, Museu Indígena e o Herbário (todos localizados na Sede Antiga)
"não eram presos que dessem muitos problemas naquela época". A segunda parte
foi construída em 1888. Já a terceira foi erguida no ano de 1899 pelas
irmãs franciscanas, situada na lateral da rua Bento Gonçalves.

Esta terceira construção somada ao novo prédio, que se encontrava do outro
lado da rua Bento Gonçalves, foi sede da Faculdade de Filosofia e Teologia e
mais tarde Ciências e Letras. Foi quando as irmãs franciscanas doaram esta
construção aos jesuítas.


Mudanças e acontecimentos

Padre Ignácio diz que o prédio onde se localiza hoje o Herbário, parte da
terceira construção, foi abandonado em 1962 deixando de ser seminário. Já o
prédio do outro lado da rua servia para enormes moinhos, divididos em 19
galpões, que "rangiam dia e noite soltando pó para tudo que era lado" lembra
o padre. Ele conta também das catástrofes naturais sofridas pelas enchentes
que alagavam tudo que estava próximo ao Rio dos Sinos, "o rio enchia e
transbordava atingindo quase o segundo pavimento dos prédios" e continua
dizendo "tínhamos que correr no meio da noite para os laboratórios e museus
salvando, da água, microscópios e livros”.


Reformas


As primeiras reformas foram feitas nesse período e pelos próprios jesuítas
moradores do local. Havia muita gente circulando nesses prédios, a Faculdade
já contava com 2.500 alunos matriculados. No ano de 1983 a segunda parte
construída já necessitava de reformas e a primeira e a terceira parte
construída foi reformada anos mais tarde.


E as aulas?

As aulas eram ministradas da manhã à noite e os professores eram os padres
ou "professores leigos", como se refere o Padre Ignácio. E o interessante é
que esses professores trabalhavam sem ganhar nada, pois as Faculdades na
época não tinham dinheiro para pagar. Somente no ano de 1967 as Faculdades
começaram a pagar seus professores.


Tragédia


Em 1981 o prédio que se encontrava no outro lado da rua queimou
acidentalmente, partindo as chamas do laboratório de Geologia, onde se
perdeu basicamente tudo, salvando apenas os livros dos outros laboratórios
que eram jogados pela janela com ajuda dos padres e alunos.

Nesta época o Campus da Unisinos era apenas um projeto.


O nascimento


Em 1967 a Faculdade passa a ser Universidade é batizada Unisinos por escolha
dos alunos, ainda sediada no prédio antigo.


O milagre

Após esta data houve uma explosão econômica no país, que eles chamavam de
"milagre brasileiro" onde a economia deu um salto e o Brasil ficou rico. A
Universidade recebeu dez vezes mais o número de alunos já existentes. Passa
a contar 25.000 alunos matriculados em questão de meses. Foram necessárias
locações de diversas salas por todo o Estado para suportar essa nova leva de
estudantes. Mas manter estas salas era mais caro que construir salas
próprias, então com o auxílio do vice-reitor padre Egídio Schneider, no
mandato do primeiro reitor, padre Teobaldo Franz, foram sendo erguidas as
primeiras paredes dos prédios no novo Campus, onde hoje se encontram as
salas do Básico.


A saída

A Universidade, na época, fez um contrato com o Banco Real que guardava o
dinheiro dos alunos no início do semestre e ia liberando para Universidade à
medida que fosse precisando para pagar as despesas com a construção. Este
valor foi sendo beneficiado pelos juros altos de quase 80% ao mês nos
Bancos, lembra Padre Inácio. E através desses juros a Universidade foi
construindo, sem precisar fazer empréstimo algum durante toda a execução das
obras.

O vice-reitor Padre Egídio Schneider teve grande destaque por sua grande
habilidade financeira, sendo vice de três mandatos de reitoria.


Comemoração

O aniversário da fundação como Universidade é comemorado no dia 31 de Julho
de 1969, dia e mês de Santo Inácio de Loyola, fundador da comunidade dos
jesuítas. Data que confere a autorização do Ministro da Economia, que,
coincidentemente ou não, fora educado por jesuítas, causando um duplo
sentido a esta comemoração.


Nos dias de hoje



Hoje a Sede Antiga da Unisinos continua sendo sede de diversos grupos e
projetos sociais como Corais, Orquestra, atendimento judiciário gratuito,
núcleo temático a 3º Idade, entre outros (leia mais no Blog do Fabiano),
mantendo sempre seu ideal ligado à cultura e o aprendizado. Além de planos
para um futuro mais promissor, que conta com uma parceria da Prefeitura
Municipal de São Leopoldo na construção de um Centro Cultural que atenderá o
público de diversas formas como cinema temático, teatro, música, gastronomia
entre outros (leia mais no Blog da Yentl), além de auxiliar e incentivar também
o turismo da cidade.


Para saber mais sobre a Sede Antiga hoje leia em Incas Venusianos


Para saber mais sobre o futuro da Sede Antiga leia em Yentl D L


As fotos pertencem ao site do Instituto Anchietano de Pesquisas

Quinta-feira, Maio 19, 2005

Frente a Frente conta Caco Barcellos




O programa Frente a Frente, da emissora TVE, apresentou um debate entre entrevistadores e estudantes com o jornalista da Rede Globo Caco Barcellos, que falou um pouco do início de sua carreira e alguns casos que cobriu como o atentado do ETA em Madri e a organização do Comando Vermelho na Rocinha que lhe rendeu um livro.

Os entrevistados presentes eram Elmar Bones, da Já Editores de Porto Alegre, Luciana Kraemer, da Rede Globo e Andrei Rosseto, da própria Rede TVE, mediados pelo jornalista da emissora Flávio Porcello, apresentador do programa Frente a Frente.

Caco iniciou falando um pouco sobre seu início de carreira e comentou sobre a vergonha que tinha de admitir aos colegas jornalistas que trabalhava como taxista, narrando a tensão que sentia sobre cada passageiro que entrava no seu carro. Mas ao contrário do que pensava sua profissão inicial lhe rendeu frutos no jornal, pois Vieira, um colega da redação, sugeriu que ele contasse em forma de reportagem, a vida e experiências de um taxista.

Trabalhando há 23 anos como jornalista cobriu casos como o ataque do ETA em Madri e toda a tensão e pavor das pessoas durante a destruição, que mesmo apavoradas, não perdiam o sentimento de solidariedade aos que estavam feridos e precisando de ajuda.

Ao ser questionado sobre suas reportagens, onde Caco Barcelos busca retratar a história de vida e experiências das pessoas de classe baixa, responde categoricamente “a maioria da população brasileira é de classe baixa” e continua dizendo “a desigualdade até aumentou nesse período em que eu trabalho com jornalismo”.

Essas afirmações aparecem claramente em seu livro “Abusado - O Dono do Morro da Dona Marta”, onde ele descreve a vida de traficantes do Morro da Rocinha e a organização da 3º geração do Comando Vermelho, responsável pela maior distribuição de drogas do país, conforme relata Caco.

Foi uma dedicação de quase 05 anos, entrevistando pessoas do Morro, coletando dados, visitando a Favela, conversando e convivendo com namoradas de traficantes, até visitas a cadeia para entrevistar o traficante Juliano, de onde ele recebeu várias informações.

Vários leitores foram contra este tipo de matéria, pois julgam o caráter do jornalista. Caco é julgado por essas pessoas como defensor destes traficantes. Lembra também do comentário de um colega, que preferiu não citar o nome, que disse não achar correto repórteres falarem com criminosos. Já Caco tem outra opinião, comenta que quando os criminosos têm dinheiro, como o caso do Paulo César Farias, não são considerado criminosos e sim acusados e que eles podem falar abertamente nos meios de comunicação para se defenderem, pois são pessoas importantes, tem família etc. E continua dizendo “pior que a crítica contundente é ignorar a vida dessas pessoas”.

Domingo, Maio 01, 2005

Trabalho sobre nova produção de título

Orquestra Unisinos faz música para todos

Quarta-feira, Abril 13, 2005

Orquestra música para todos

Fotografia Cláudio Etges

Por Cristiane Konrath Ramires
A Orquestra Unisinos teve seu início nas comemorações de 30 anos do Coral Unisinos (leia mais em http://kikaumjornal.blogspot.com/), que é o núcleo gerador de todos projetos culturais dentro da Universidade, de acordo com a necessidade de contar com alguns instrumentistas de cordas (violino, viola, violoncelo e contrabaixo) para participar deste evento.

A Orquestra Unisinos era um antigo sonho do falecido maestro José Pedro Boéssio, que ao retornar dos Estados Unidos concluindo seu mestrado em regência coral e o doutorado em maestria orquestral, retornou com o objetivo de lançar este novo projeto. Sua chegada coincidiu com a data de aniversário do coral, que através das comemorações no dia 21 de junho de 1996, deu início à Orquestra. Contando com grandes instrumentistas do Estado e repertório de alto nível como a Bachiana nº 9 de Villalobos e Canção da América de Milton Nascimento com arranjo de Wagner Cunha, integrante da Orquestra. Esta última obra foi considerada um marco para o Coral Unisinos e principalmente para a vida de Boéssio. Após o sucesso desta “reunião” de instrumentistas a Universidade deu autorização então para prosseguir o projeto.

Mas o sonho não parava por aí, o maestro Zé Pedro, como todos o chamavam, queria que não fosse apenas uma orquestra, que não buscasse apenas performance; mas que ela tivesse um objetivo didático. A idéia era que os próprios músicos contratados ministrassem cursos às crianças, dando a oportunidade assim da expansão do conhecimento do instrumento erudito, para a musicalização destas crianças e para que elas despertassem o gosto pela música. Daí surgiu o Projeto Sinos Acorda (leia mais em http://www.betiati.com/marcos/blognews), outro grande sonho do maestro.

São Leopoldo contava antigamente com grupos menores, como os de câmara, os quartetos e até uma pequena orquestra, mas isso foi se perdendo ao longo do tempo. O fato de uma Universidade com o nível da Unisinos, tendo um coral de referência no país todo não podia deixar de se preocupar com a expansão da cultura regional, montando um grupo de bons músicos e excelente repertório. E que desse a oportunidade aos integrantes de crescerem, não só musicalmente, mas que fosse uma orquestra diferente das outras, que tivesse um bom relacionamento e interação entre os músicos e a instituição e em conseqüência disto fosse compatível ao seu repertório.

O repertório da Orquestra varia muito entre o popular e erudito. O ano passado teve forte influência dos 180 anos da Imigração Alemã no Estado, onde foram executadas todas as sinfonias de Beethoven, inclusive a nona sinfonia que foi executada na abertura do Festival de Inverno com um coral de 300 vozes.
Este ano será comemorado em seu repertório os 130 anos da Imigração Polonesa e Italiana, no Estado. Estas comemorações são realizadas com a presença de instrumentistas convidados de outras cidades e de outros países, assim como os maestros. Este ano se dará mais ênfase na música brasileira, trazendo obras de compositores brasileiros e obras de alguns músicos da própria Orquestra, entre música clássica erudita e música contemporânea, já que no ano passado foi deixado um pouco de lado devido a outras comemorações.

A Orquestra Unisinos tem quatro séries de concertos: Série Unisinos, que são concertos locais; série UFRGS-Unisinos, em parceria com a Universidade Federal; série Grande Solistas, que trazem renomes da música nacional e internacional para participarem dos concertos; e a série Especial, que são concertos extras como os do Festival de Inverno e o Sinos de Natal. Este ano serão lançados mais dois novos projetos: Série Comunidade e a série Escola. A série Comunidade, que junto ao projeto Sinergia da Unisinos (leia mais em http://www.sinergia.unisinos.br/), visa levar a Orquestra a outras cidades num raio de 100 km para se apresentarem em Igrejas, clubes ou outros locais que forem definidos pela universidade. Tem como objetivo divulgar a cidade e a cultura que se faz aqui, além de dar oportunidade para que outras pessoas tenham acesso à música. A série Escola visa concertos didáticos para crianças, ou seja, trazê-las no horário dos ensaios onde será apresentado um programa especial, além de serem mostrados os instrumentos de maneira lúdica com ajuda de atores que possam encenar e contar uma história para despertar o interesse delas pela musicalização.

Após o falecimento do maestro Zé Pedro, a Orquestra ficou dois anos sem maestro sendo dirigida por uma comissão artística, mas com o tempo sentiu-se a necessidade de fazer uma nova contratação. Foi escolhido então o maestro Roberto Duarte do Rio de Janeiro, que já era um grande incentivador do projeto, amigo e professor do maestro Zé Pedro, além de ser um grande conhecedor da arte orquestral tendo regido várias obras em diversos lugares do mundo. O maestro Duarte além de reger a Orquestra também faz o papel de diretor artístico, selecionando regentes convidados, assim como os solistas, de outros países para os concertos oficiais. Durante os períodos que o maestro não se encontra no estado quem assume o papel é o maestro João Paulo Sefrin, regente assistente da Orquestra Unisinos.

A coordenação cultural, representada por Lúcia Passos, também responsável pela técnica vocal dos coros, se preocupa em trazer aos concertos dominicais da Orquestra o público interno e externo da instituição. Por ser aos finais de semana, o grande público é externo, dando oportunidade à comunidade de ter acesso à linguagem orquestral. Como comenta Lucia Passos, “essa aproximação tira também a falsa imagem de que orquestra é uma coisa entediante ou chata, que pode usar casaca, que contenha instrumentos que não se tem muito contato como os eruditos; mas que os concertos toquem essas pessoas e que seja de fácil acesso a todos”. Os concertos são gratuitos e a Universidade dispõem de uma linha de ônibus do centro da cidade ao local na ida e volta, também gratuitos.

A Orquestra cresceu muito nestes últimos anos, contando com a presença de mais músicos e expandido seus contatos no mundo inteiro.

Lúcia comenta que através da diversidade de atrações que proporciona o Projeto Sempre as Terças (leiam mais em http://rogerfeilstrecker.blogspot.com/) hoje o público dos espetáculos e concertos em maioria são jovens de todas as tribos entre a comunidade em geral. Ela acredita que a música erudita tem o seu valor e tem o seu lugar e que as pessoas estão buscando um algo a mais. Que muitas pessoas não conhecem, mas quando conhecem se apaixonam. Esta oportunidade que a Universidade proporciona ao seu público com os concertos através de entrada franca e ônibus gratuito, entre outros projetos como o Seis e Meia que dá a chance que novos profissionais exponham seu trabalho e que acontece no último domingo de cada mês; faz com que cada vez mais pessoas tenham acesso a cultura e amplia o espaço da música erudita na região.

Os espetáculos têm dado tanto sucesso que o processo de convites se inverteu em todos os projetos. No seu começo a instituição era quem convidava e fazia a seleção dos músicos a se apresentarem nos seus projetos, hoje recebem uma quantidade enorme de ofertas por parte dos profissionais, que cabe a Unisinos apenas o papel de selecionar da melhor forma e distribuir de acordo público a ser atingido.

Sempre com visão no futuro e programações pré-definidas a Coordenação Cultural já com olhos no próximo ano quer coroar o público em seu ano de glória, onde comemora os 40 anos do Coral Unisinos, 10 anos da Orquestra Unisinos e 5 anos do Festival de Inverno. As comemorações culminarão em julho de 2006 durante o festival de inverno e segundo Lúcia terá muitas surpresas.


Para saber mais sobre o Movimento Coral Unisinos leia em http://kikaumjornal.blogspot.com/
Saber mais sobre o Projeto Sinos Acorda leia em http://www.betiati.com/marcos/blognews/
E para saber mais sobre o Sempre as Terças leia mais em http://rogerfeilstrecker.blogspot.com/